Cantinho

Naquele cantinho que era meu,
habitavam estrelas
amanheciam sóis.
Eu dormia com a lua
envolvida em sonhos e lençóis.
Acordava com o som de acordes contentes
e ruídos matinais.
O começar do dia
o sentir da vida.

Naquele cantinho que é meu,
povoam idéias, amores
um quê de nostalgia...
Moram comigo palavras belas,
canções de ninar.

Naquele cantinho que é nosso,
sobram espaços,
braços, abraços.
faltam suspiros,
corpos, suores,
odores, sabores.

Nesse cantinho que pode ser,
me falta você.

2 comentários:

  1. Dniela, adorei seu blog. A começar pelo título com a bela lembrança de Zé Ramalho. Eu sou um amante da palavra. Busco sempre a palavra certa. O visual também está muito maneiro, os posts interessantes e os poemas lindos. Vou te linkar lá no "Quase Poema". Beijão.

    http://quasepoema.zip.net

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